terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
Motivos II
Seu Rafael faz tempo que não aparece. Sabe por onde ele anda? Não, nem eu nem a vizinhança. Ele andava um pouco estranho ultimamente. O senhor quem é? Sou irmão dele.
Depois de agradecer, fui embora, afinal, onde se meteu esse meu irmão...celular que não...casa que não...
Em linhas soltas, resolvi ir à casa de minha mãe, quem sabe alguma notícia? Quem sabe o próprio..."há tempo para que se decida." Amanhã dou um jeito de encontrar esse guri.
Motivos I
Escrevo, Agora o mês é janeiro. O princípio do dia. Tempos fragmentados. Explico. Eu recebi, creio que em novembro, uma mensagem em meu celular "vem já, já em minha casa." Não dei importância, estava sem tempo e sem paciência. Pelo que estava escrito naquelas rápidas linhas indicavam que meu primo - sim, mau caro leitor, o remetente era meu parente. Supus que aquilo seria reflexo de alguma leitura machadiana. Rafael adora trocar ideia sobre o número 1 da Academia. Dispensei. Há um momento em que a vida dá uma pausa - férias - resolvi, ontem, ligar para ele. Ninguém atende. Ninguém atende. Ninguém atende. Estranho. Subita, a ideia de visitá-lo.
"Tá certo, Rafael....eu vou até a tua casa, como forma de compensar a não resposta."
Chego, a casa desleixada é a exteriorização daquilo que é Rafael. O que passa? Correção, parte de Rafael é desleixada, outros méritos ele tem, Plantas, grama, teias de aranha, estranheza por toda a parte. Ah, meu irmão, penso. Bato à porta, ninguém atende, bato à porta, ninguém atende. Desisto, Meia volta, o susto: uma mulher me observava, a metáfora de seu olhar eu não decifro...vizinha, apresenta-se...
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